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Thursday, January 19, 2017

Objectos monetiformes. Proposta de classificação



O antiquarismo numismático apraz-se e contenta-se em classificar o universo de monetiformes metálicos do Mundo Antigo em "moedas" e "tésseras". 


Esta divisão não tem qualquer base científica, sendo um mero dispositivo prático para coleccionadores de objectos muito semelhantes.


A categoria "téssera" não passa de facto de um neo-latinismo do século XIX que induz ao engano de se tratar de um verdadeiro tipo coevo da Antiguidade romana!


Toda a complexa realidade do fenómeno monetário, económico e social extra-económico da Antiguidade, expressa nos modestíssimos monetiformes, fica obliterada com a referida classificação!


Esta vetusta e ultrapassada tradição continua no entanto a ser transmitida dogmaticamente em Portugal a arqueólogos e historiadores Clássicos, a quem são dadas poucas luzes de história da moeda e da economia monetária.


Tem como consequências graves a incapacidade de compreender e avaliar as amoedações locais peregrinas, sobretudo as de chumbo, e de conceber a existência de tipos monetários não institucionais.


O diagrama da figura seguinte apresenta uma contribuição em desenvolvimento para o que deveria ser uma classificação científica sumária dos referidos monetiformes, considerando os seus tipos numismáticos, os contextos de uso e as possíveis funções monetárias, económicas e extra-económicas.

Porém, sem desejar ser mais papista do que o Papa e respeitar o facto de grandes autoridades como M. Rostovtzeff terem imortalizado o uso da designação "téssera", acho que o significado do termo deve ser precisado e usado apenas como sinónimo de SYMBOLUM, evitando assim todas as confusões actuais.


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