Monday, January 14, 2013
Ainda sobre Milreu
A villa de Milreu (Estoi, Faro, Algarve, Portugal) é uma das villas romanas mais conhecidas da antiga província da Lusitânia e um dos sítios arqueológicos mais visitados no Algarve.
O estudo arqueológico mais sistemático, completo e actualizado do lugar é da autoria de Felix Teichner, autor de importantes trabalhos arqueológicos em Milreu.
A obra está disponível apenas em língua alemã e foi publicada em Espanha, pelo Museu Nacional de Arte Romano:
Teichner, Felix
Entre tierra y mar. Zwischen Land und Meer, 2 vols.
(Stvdia Lusitana nº 3), Mérida, 2008
Apesar desta base arqueológica fundamental permanece ainda por fazer um estudo de síntese interpretativa sobre a geografia humana de Milreu na Antiguidade. Esse estudo deveria abordar e integrar as diferentes escalas e temáticas da organização do espaço da villa e poder dar pistas sobre a sua história ao longo de uma existência de oito ou nove séculos.
Apresento aqui um modestíssimo resumo de divulgação de uma investigação em curso no sentido acima referido, que aborda sobretudo aspectos da história arquitectónica e da organização funcional do espaço edificado da villa.
Este resumo faz parte de conteúdos ainda em desenvolvimento, destinados a uma conferência de divulgação para um público leigo mas diferenciado.
Apresentação em Powerpoint/Flash (9.5 MB. Clique no link seguinte): Milreu.swf
Ver também http://imprompto.blogspot.pt/2011/08/projecto-milreu-proposta.html
Labels:
Algarve Romano,
Arquitectura,
Milreu
Saturday, December 15, 2012
Carta Parietal da Região de Tavira (J. de Sande Vasconcelos [1790-1797]). Estudo analítico em curso
A
chamada "Carta Parietal" de José Sande Vasconcelos foi "descoberta" na
Biblioteca Nacional de Lisboa aquando da preparação da Exposição
"Tavira, patrimónios do mar" de 2008. É um documento impressionante, com
mais de quatro metros de extensão.
| Mapa original muito reduzido |
| Enquadramento e orientação aproximados |
AUTOR(ES)
|
Vasconcelos,
José de Sande, 1730?-1808; Melo, Luiz de Mendonça, co-autor
|
ESCALA
|
Escala
[ca. 1:3500], meio quarto da légua que são 343 braças = [21,85 cm]
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DESCR.
FÍSICA
|
1
mapa : manuscrito, color. ; 172x411 cm
|
NOTAS
|
Este mapa terá sido
elaborado em 1780 em conformidade com: Brabo, F. A. D. (2004) "José de
Sande Vasconcelos: engenheiro militar e cartógrafo no Algarve nos finais do
séc. XVIII". Stilus, no 6-7 (Jan.-Dez.), pp. 145-176
|
Este mapa está,
provavelmente, incompleto, apresentando ausência de título e da
responsabilidade do Conde de Val de Reys, governador do Algarve, que surge
normalmente nos mapas do autor
|
|
Mapa
com pequenos rasgões, bastante partido, com muitas falhas de verniz
|
|
CDU
|
914.696(084.3),912"17"(084.3)
|
A "Carta Parietal" foi objecto de um estudo publicado nesse catálogo por Miguel Soromenho, em que se destaca a crítica externa do documento histórico e a uma introdução à vida e obra do seu autor [1].
Aí se assinala ser "um dos maiores documentos do género conhecidos em Portugal no séc. XVIII", com as dimensões de 411x172cm. A sua data estabelece-se no intervalo entre 1790 e 1797, anos em que Sande de Vasconcelos teve a patente de coronel, que surge na legenda do mapa.
UM TRABALHO EM CURSO
O mau estado do original único e a má qualidade da digitalização dificultam ou impedem parcialmente a realização de um estudo analítico detalhado e sistemático da carta, que nunca foi feito até agora. Esse é no entanto o meu objectivo, tendo em vista a sua inclusão no meu futuro "Atlas Histórico de Tavira e das cidades da sua região".
Nesta nota apresento apenas o estado actual, incompleto, da digitalização analítica vectorial do documento original.
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| Conjunto |
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| Detalha Esquerda |
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| Detalhe Centro |
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| Detalhe Direita |
RUÍNAS DE BALSA E PROPRIETÁRIOS DA ZONA ANTES DA REVOLUÇÃO LIBERAL
Um dos aspectos mais interessantes e inéditos da carta (revelado agora pela primeira vez, ao que sei) é assinalar as ruínas da cidade romana de Balsa, embora sem as identificar ("casas dos mouros" na Xareca, que deverão corresponder às cetárias identificadas por Estácio da Veiga, e "Vestígios de fortificação" na zona do litoral da Quinta das Antas, vagamente desenhados por Estácio da Veiga como muros sobre a ria).
Certifica também ineditamente que a "quinta da Torre d'Aires" ainda não se chamava assim mas era então a "fazenda de Filipa Narcisa" no sítio de Andas. A "casa grande" da 2ª metade do séc. XIX era então o "monte de Filipa Narcisa".
A zona da Xareca pertencia a Rodrigo Tavares e a futura Quinta das Antas a Francisco Gomes Inglês.
Localiza ainda uma "torre antiga dos mouros", desconhecida noutras fontes contemporâneas com notícias sobre torres medievais e modernas, podendo tratar-se na realidade de ruínas de um monumento romano desconhecido.
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| Pormenor da zona da antiga cidade romana de Balsa |
ATLAS HISTÓRICO DE TAVIRA
Sobre o projecto do Atlas Histórico de Tavira podem ver-se os nove posts já publicados em http://imprompto.blogspot.pt/search/label/Atlas%20Hist%C3%B3rico%20de%20Tavira
O projecto é descrito em http://imprompto.blogspot.pt/2010/09/atlas-historico-de-tavira.html
----
[1] Miguel Soromenho, Catálogo, nº 1, "Cidade de Tavira e seus arredores" in Jorge Queiróz & Rita Manteigas (Coords.), Tavira, patrimónios do mar, Câmara Municipal de Tavira, Tavira, 2008: pp. 153-157
Monday, November 26, 2012
Ensaio sobre o urbanismo romano de PAX IULIA (Beja)
Através da publicação de duas imagens pela prof. Conceição Lopes no Facebook, e através da gentil informação fornecida pela autora, fiquei a conhecer um estudo recente de Gérard Chouquer (http://fr.wikipedia.org/wiki/G%C3%A9rard_Chouquer) sobre o urbanismo romano de Beja/Pax Iulia.
O referido estudo intitulado Méthodologie de l'analyse de morphologie urbaine. Le centre historique de Beja (Portugal, Alentejo) está disponível em linha, no link indicado mais abaixo na bibliografia.
Trata-se de um autor bem conhecido dos estudiosos das obras dos gromáticos romanos, dos cadastros antigos e da disciplina por ele designada de arqueogeografia, também conhecida por topografia antiga.
A obra de Gérard Chouquer tem naturalmente um lugar de destaque na minha biblioteca, nas secções de geografia histórica e de estudos rurais romanos.
De facto, só pelas vicissitudes das modas actuais e institucionais ela pode surgir ligada à arqueologia, tal como esta disciplina é ensinada e aplicada hoje!
O estudo referido sobre Beja é de grande importância para os estudiosos do urbanismo histórico antigo em Portugal.
Não só porque apresenta um novo modelo de reconstituição da cidade baseado numa cuidada técnica analítica, como sobretudo porque inclui um verdadeiro manual de análise arqueotopográfica urbana, de grande qualidade e de valor inestimável para estudantes e profissionais.
HISTORIAL DAS RECONSTITUIÇÕES DO URBANISMO ROMANO DE BEJA / PAX IULIA
Como homenagem ao estudo do prof. Gérard Chouquer e à sua publicação graciosa em linha, apresento um pequeno historial gráfico das reconstituições urbanísticas de Pax Iulia, tema que o autor aborda de modo desenvolvido no referido estudo.
Tomo a liberdade de incluir duas novas reconstituições, não tratadas pelo autor. Acrescento no fim uma curta apresentação da problemática das fontes de informação em geografia urbana histórica.
1990 JORGE DE ALARCÃO
ALARCÃO 1990a: Ilustração p. 464; ALARCÃO 1990b: fig. 2 p. 47. LOPES 2003: fig. 69, p. 190.
1987 MANUAL MAIA
MAIA 1987: Vol2: Sobreposição da Planta 8 (transparência): "Reconstituição conjectural de Pax Iulia" sobre a Planta 7: "Núcleo urbano mais antigo de Beja"
1996 VASCO MANTAS
MANTAS 1996a: 1ª versão na fig. 4, p. 15; MANTAS 1996b: fig. 2, pág. 48.
2006-7 LUIS FRAGA DA SILVA
Inédito. Elementos reconstituídos da malha urbana "romana" e dos seus ecos ortogonais, sem interpolações nem ajustamentos.
FRAGA DA SILVA 2007: detalhe da infografia p. 107. Reconstituição minimalista baseada na análise anterior e nos estudos publicados por ALARCÃO, MANTAS e LOPES.
2011 GÉRARD CHOUQUER
CHOUQUER 2011: fig. 27. Cidade medieval
CHOUQUER 2011: fig 39. Elementos morfológicos da cidade romana
Bibliografia
ALARCÃO (1990a) = Jorge de Alarcão
"O Domínio Romano" in Jorge de Alarcão (Coord.), Portugal, das origens à Romanização in Joel Serrão & A.H. de Oliveira Marques (Dir.), Nova História de Portugal, vol. I, Presença, Lisboa, 1990, pp. 343-489.
ALARCÃO (1990b)
"A urbanização de Portugal nas épocas de César e de Augusto", in Stadtbild und Ideologie. Die Monumentalisiergung hispanischer Stadte zwischen Republik und Kaiserzeit, Bayerische Akademie der Wissenschaften, Munich, 1990, pp. 43-57
CHOUQUER (2011) = Gérard Chouquer
Méthodologie de l'analyse de morphologie urbaine. Le centre historique de Beja (Portugal, Alentejo), Observatoire des Formes du Foncier dans le Monde, FIEF, Paris, 2011
(URL=http://www.formesdufoncier.org/index.php?rub=thematiques%2Fespurbains; data acesso= 22/11/2012)
FRAGA DA SILVA (2007) = Luis Fraga da Silva
Balsa Cidade Perdida, Campo Arqueológico de Tavira/Câmara Municipal de Tavira, Tavira, 2007
LOPES (2003) = Maria da Conceição Lopes
A Cidade Romana de Beja. Percursos e debates acerca da "civitas" de PAX IVLIA, Universidade de Coimbra, Coimbra, 2003.
MAIA (1987) = Manual Andrade Maia
Romanização do Território Hoje Português a Sul do Tejo. Contribuição para a análise do processo de assimilação e interacção sócio-cultural. 218-14 d.C. 2 vols., Universidade de Lisboa, Lisboa, 1987.
MANTAS (1996a) = Vasco Gil Mantas
"Teledetecção, cidade e território: Pax Ivlia", Arquivo de Beja. vol. I, série III, (Abr. 1996), pp. 5-29.
MANTAS (1996b)
"Em torno do problema da fundação e estatuto de Pax Iulia", Arquivo de Beja. vol. II/III, 3e série, (Dez. 1996), p. 41-62
MANTAS (1990)
"Teledetecção e urbanismo romano: o caso de Beja", Geociências. V, 1 (1990), pp. 75-88
NOVA RECONSTITUIÇÃO DO URBANISMO DE PAX IULIA
Clique na imagem ou aqui para iniciar a apresentação.
FONTES DE INFORMAÇÃO NO URBANISMO HISTÓRICO. GENERALIDADES
As reconstituições de urbanismo histórico de determinadas épocas ou da sua evolução temporal são aplicações comuns em Geografia Urbana Histórica, levadas a cabo por geógrafos humanos, por arquitectos e por historiadores (hoje geralmente mais ou menos ligados às temáticas de índole arqueológica ou patrimonial).
Essas reconstituições materializam-se sobretudo na planimetria urbana, mais ou menos detalhada e precisa, e baseiam-se num amplo leque de fontes de informação, cada uma delas com as suas metodologias, técnicas e sistemas de classificação próprios.
Faço aqui uma apresentação sucinta dessas fontes principais:
1. Fontes históricas
Tradicionalmente a Geografia Histórica recorre para o efeito maioritariamente a fontes documentais, sejam escritas, cartográficas ou iconográficas. O seu uso está de tal modo divulgado que não carece de apresentação
2. Fontes geográficas persistentes geocondicionadas
Recorre também a elementos páleo-fisiográficos (sobretudo hidrográficos e costeiros) e a elementos funcionais geocondicionados de carácter persistente, que não deixam vestígios materiais de épocas antigas mas mantêm o seu uso (ou reocupação) funcional em lugares específicos e de longa duração no contexto histórico pré-industrial.
São exemplos deste último caso: as localizações viárias; portuárias; defensivas; associadas a actividades extractivas ou manufacturas com matérias-primas altamente localizadas; de captação e transporte de água; de travessias de linhas de água; e de certos tipos de actividade religiosa de índole tópica.
3. Fontes toponímicas
Os nomes de lugar são um tipo especializado de informação espacial histórica.
Por um lado têm características das fontes geográficas persistentes, enquanto marcadores de localização e ocupação, por outro lado têm características das fontes históricas, como elementos linguísticos susceptíveis de datação.
Transportam ainda informação semântica de carácter corográfico sobre o significado, uso e apropriação dos espaços designados nas épocas da formação dos nomes.
4. Fontes monumentais
Em certas cidades históricas as estruturas materiais sobreviventes de épocas passadas (monumentos presentes) têm um papel mais ou menos destacado na reconstituição das formas urbanas da sua época ou mesmo de épocas mais antigas.
É o caso comum de fortificações, pontes, estruturas de abastecimento de água e edifícios singulares, com destaque nestes últimos para as igrejas no velho mundo.
5. Fontes arqueológicas
Com o desenvolvimento nas últimas décadas da arqueologia urbana, as estruturas arqueológicas urbanas postas a descoberto ou registadas têm vindo a tomar uma importância crescente na informação das reconstituições urbanísticas, tanto na escala topográfica como na escala arquitectónica.
O seu carácter geralmente muito pontual (e portanto pouco definidor do urbanismo subjacente) é compensado pela precisão da datação dos vestígios, geralmente superior aos demais tipos de informação.
6. Modelos teóricos: fontes de indução e de dedução funcional e estrutural
A criação progressiva de catálogos de urbanismo histórico de várias épocas e regiões começa a permitir a elaboração de modelos de urbanismo histórico-regional, suficientemente ricos e complexos para explicar as grandes e inúmeras variações individuais a partir de perfis definidos com um número restrito de factores comuns.
Vai chegando ao fim a época quer do irracionalismo fenomenológico quer das generalizações grosseiras baseadas em documentação muito limitada e em casos de estudo singulares.
A capacidade preditiva e reconstitutiva dos modelos teóricos baseia-se geralmente na pré-definição de relações topológicas e geocondicionadas entre elementos identificados, propostos e omissos.
7. Fontes arqueotopográficas
A Geografia Histórica recorre finalmente a elementos sobreviventes da estrutura edificada e do parcelário urbano mais ou menos fossilizado.
Neste último caso os parcelários sucessivos tendem a sobrepor-se ao longo do tempo, criando palimpsestos de arruamentos, quarteirões, logradouros e limites.
Planos edilícios de geometria regular podem tender a transformar-se em malhas irregulares ou a desaparecer totalmente.
Em contrapartida, novos eixos ou polaridades regulares podem estruturar eixos orgânicos antigos. Estas duas tendências podem coexistir em cidades de maiores dimensões e com um largo historial urbano pré-industrial.
Em certos casos é possível discriminar partes historicamente distintas destes palimpsestos a partir da análise diferencial da sua geometria planimétrica e da análise das características e anomalias da altimetria do terreno.
A métrica das malhas e a forma e dimensões específicas das redes e parcelas permite por vezes datar mais ou menos grosseiramente as intervenções urbanas respectivas
A tendência para a irregularização de eixos e limites modernos implica a pesquisa de ajustamentos significativos por regressão, interpolação e extrapolação, de modo a obter os eixos e limites mais antigos.
Este tipo de análise aplica-se genericamente a malhas e redes geográficas definidas no intervalo de escalas topográficas: urbanísticas; parcelários rural e cadastrais e viárias.
A análise arqueotopográfica está rigorosamente limitada pelo conhecimento das fases regressivas da formação dos palimpsestos em análise, a fim de tentar minimizar os erros associados genericamente a este tipo de abordagem (de equifinalidade, indefinição e fusão).
BIBLIOGRAFIA GERAL: Será incluída se houver interesse
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Beja,
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Urbanismo Histórico
Tuesday, November 20, 2012
Protecção Administrativa dos Sítios Arqueológicos de Portugal
Protecção Administrativa dos Sítios Arqueológicos
Ensaio para o Atlas Numérico da Carta Arqueológica de Portugal Continental
Sítios arqueológicos quanto ao estado de classificação e de avaliação pela Administração Pública (IGESPAR).
Situação em 22 Set 2012, elaborada a partir de informação da base de dados Endovélico (IGESPAR, Lisboa).
Ensaio para o Atlas Numérico da Carta Arqueológica de Portugal Continental
Sítios arqueológicos quanto ao estado de classificação e de avaliação pela Administração Pública (IGESPAR).
Situação em 22 Set 2012, elaborada a partir de informação da base de dados Endovélico (IGESPAR, Lisboa).
| Composição geral |
| Número e estrutura percentual de Sítios Arqueológicos (localizados ou não) com processos de classificação, por concelhos |
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| Sítios Arqueológicos localizados, segundo o tipo de classificação administrativa. À direita, sítios sem classificação |
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Carta Arqueológica,
Cartografia,
Portugal
Sunday, November 11, 2012
Perfil espaciotemporal da arqueologia portuguesa
Estudos para um atlas da carta arqueológica do Continente.
Perfil espaciotemporal da historiografia dos sítios arqueológicos de Portugal Continental.
Série cronológica de mapas dos sítios arqueológicos localizados, segundo escalões de datação da primeira fonte documental dos sítios.
Série correspondente de mapas de percentagens de número de sítios por concelho (localizados ou não) nos mesmos escalões.
Gráfico temporal correspondente do número de sítios arqueológicos por ano de datação da sua primeira fonte documental.
As chaves de legenda dos mapas percentuais serão apresentadas na versão final.
Informação elaborada a partir de elementos da base de dados Endovélico (IGESPAR, Lisboa). Instantâneo de 22 Set 2012.
A versão PDF (formato em alta-resolução) será fornecida a pedido.
Perfil espaciotemporal da historiografia dos sítios arqueológicos de Portugal Continental.
Série cronológica de mapas dos sítios arqueológicos localizados, segundo escalões de datação da primeira fonte documental dos sítios.
Série correspondente de mapas de percentagens de número de sítios por concelho (localizados ou não) nos mesmos escalões.
Gráfico temporal correspondente do número de sítios arqueológicos por ano de datação da sua primeira fonte documental.
As chaves de legenda dos mapas percentuais serão apresentadas na versão final.
Informação elaborada a partir de elementos da base de dados Endovélico (IGESPAR, Lisboa). Instantâneo de 22 Set 2012.
A versão PDF (formato em alta-resolução) será fornecida a pedido.
| Nº de sítios arqueológicos por ano de datação da fonte documental mais antiga (Detalhe). Sobreposição de média móvel quinquenal |
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Portugal
Tuesday, October 30, 2012
Catálogo de Villas Romanas Espanholas
Maria Cruz Fernandez Castro
Villas Romanas en España
Ministerio de Cultura, Madrid, 1982
Trinta anos após a sua publicação, a obra de Maria Fernandez Castro continua a ser uma referência indispensável para os estudiosos da arquitectura das grandes villas romanas da Península Ibérica.
Estando o livro esgotado há muito e inacessível aos investigadores portugueses mais jovens, compilei e separei todas as ilustrações arquitectónicas e orientei-as (norte ao topo da página) sempre que possível.
As réguas de escala foram também rodadas e por vezes relocalizadas no desenho. A numeração é convencional e corresponde à do original, não coincidente com a numeração do mapa de localização.
No conjunto este catálogo consiste em 75 ilustrações: um mapa de localização, 65 plantas e 9 reconstituições de alçados e coberturas, correspondentes a 60 villas romanas distintas.
As orientações aproximadas assinaladas corresponderão, na maior parte das vezes, ao velho hábito de não corrigir o desvio do norte magnético. Nesses casos as imagens deverão ser mentalmente rodadas c. 7 graus para a esquerda.
Clique sobre as plantas para as ampliar.
Villas Romanas en España
Ministerio de Cultura, Madrid, 1982
Trinta anos após a sua publicação, a obra de Maria Fernandez Castro continua a ser uma referência indispensável para os estudiosos da arquitectura das grandes villas romanas da Península Ibérica.
Estando o livro esgotado há muito e inacessível aos investigadores portugueses mais jovens, compilei e separei todas as ilustrações arquitectónicas e orientei-as (norte ao topo da página) sempre que possível.
As réguas de escala foram também rodadas e por vezes relocalizadas no desenho. A numeração é convencional e corresponde à do original, não coincidente com a numeração do mapa de localização.
No conjunto este catálogo consiste em 75 ilustrações: um mapa de localização, 65 plantas e 9 reconstituições de alçados e coberturas, correspondentes a 60 villas romanas distintas.
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| Principais villas romanas espanholas Clique para ampliar |
Clique sobre as plantas para as ampliar.
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| 04 Aguilafuente |
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| 05 Aguilafuente: alçado não orientado |
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| 06 Alcolea |
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| 07 Almenara de Adaja |
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| 08 Almenara de Adaja: alçado não orientado |
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| 09 Baños de Valdearados |
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| 10 Pujól de Benicató |
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| 11 Boides. Orientação aproximada |
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| 12 Bruñel |
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| 13 Cabra |
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| 14 Comuñion. Orientação aproximada |
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| 15 Cabriana (Comuñion): sem orientação nem escala! |
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| 16 Camino Viejo de las Sepulturas |
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| 17 Campo Valdés |
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| 18 Can Rafart |
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| 19 Can Sens |
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| 20 El Castillet: orientação aproximada |
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| 21 Centcelles |
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| 22 Centroña: orientação aproximada |
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| 23 La Cocosa |
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| 24 Cuevas de Soria |
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| 25 Cuevas de Soria: alçado não orientado |
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| 26 Daragoleja |
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| 27 Dueñas |
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| 28 Falces: orientaçao aproximada |
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| 29 Fortunatus |
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| 30 Fortunatus: alçado não orientado |
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| 31 El Hinojal: orientação aproximada |
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| 32 Liédena |
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| 33 Manguarra y San José |
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| 34 Memorana: orientação aproximada |
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| 35 Las Mesquitillas: orientação aproximada |
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| 36 Els Munts |
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| 37 Murias de Beloño |
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| 38 Murias de Beloño: alçado não orientado |
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| 39 Murias de Beloño: fases de construção |
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| 40 Navatejera |
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| 41 La Olmeda |
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| 42 La Olmeda: alçado não orientado |
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| 43 Pared Delgada: orientação aproximada |
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| 44 Paulenca: orientação aproximada |
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| 45 Prado (Granja) José Antonio |
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| 46 Puente de la Olmilla |
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| 47 Puig de Cebolla: orientação aproximada |
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| 48 El Pumar: orientação aproximada |
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| 49 Los Quintanares |
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| 50 Los Quintanares: alçado não orientado |
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| 51 Quintanilla de la Cueza |
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| 52 Soto del Ramalete |
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| 53 Rielves: orientação aproximada |
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| 54 Rielves: alçado não orientado |
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| 55 La Rienda |
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| 56 Rio Verde |
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| 57 El Romeral |
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| 58 Sabinillas |
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| 59 Sádaba |
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| 61Nuestra Señora de la Salud 2: recinto |
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| 62 Santervás del Burgo: orientação aproximada |
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| 63 El Santiscal |
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| 64-65 Sentromà: orientação aproximada? |
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| 66 El Soldán |
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| 67 El Soldán: alçado não orientado |
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| 68 Las Tamujas: orientação aproximada |
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| 69 Las Tamujas (Basilica): orientação aproximada |
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| 70 Torre Llauder |
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| 71 Las Torres: orientação aproximada |
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| 72 Faro de Torrox 1: recinto |
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| 73 Faro de Torrox 2: edifício principal |
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| 74 Tossa de Mar: orientação aproximada |
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| 75 Valdetorres de Jarama: não orientada |
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| 76 El Vilarenc |
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| 77 Villaverde Bajo Orientação aproximada? |
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