Friday, April 10, 2009

PALHARES

Geografia toponímica de PALHA e de alguns dos seus derivados


Este post recicla um comentário feito há anos no saudoso fórum Celtiberia.com alguns acrescentos e correcções.

O link iniciado no tópico PALLARES desse fórum é redirigido agora para aqui.


PALH-A, -AS, -INHA

palea

Folhas e hastes secas de cereais e de plantas herbáceas

Termo moderno habitualmente relacionado com a cultura cerealífera de sequeiro

[AL]PALH-ÃO, -ÕES

paleanu-?

Forma moçárabe e híbrida, com artigo árabe


PALH-AL, -AIS

palealis « palearis ?

Monte de palha (forma de armazenamento ao ar livre)

Forma galaico-portuguesa sécs. XII-XIII

Nota: a forma plural PALHAIS pode ser uma evolução posterior do galego-português PALHARES: PALHAIS « PALHAES « PALHA[R]ES « PALHARES

PALH-AR, -ARES

pallar « paliare (Lapesa p. 448-9)

Monte de palha (forma de armazenamento ao ar livre)

Forma galaico-portuguesa antiga, anterior ao séc. XII

Nota: ver PALHEIRO

PALHAÇ-O, -A, -OS, -INHOS, -ANA

paleata- ?

galaico-português pallaza, Casa feita de palha.

Ver formas moçárabes homónimas: PALHOTA e PALHOÇA

PALHAG-UEIRA, -OURA, -ÕES

palgario < paleariu-

Forma moçárabe (Lapesa, p. 448)

Edificação/estrutura coberta para guardar palha, sinónimo de PALHEIRO

PALHOTA, -S, PALHOÇA, -S

paleata- ?

Casa feita de palha.

Forma moçárabe. Ver PALHAÇA

PALHEIR-O, -OS, -ÃO, -ÕES, -INHO, -A, -AS, -INHA, -AL

palleiro « pallairo « pallariu « paleariu- (Lapesa, p. 448)

Galaico-português. Termo corrente do português moderno, daí a sua difusão geográfica generalizada.

Casa com telhado de palha

Edificação/estrutura coberta para guardar palha

Mesmo étimo de PALHAR

Bibliografia

S/A, Repertório Toponímico do Continente (versão digital), Serviços Geográficos do Exército, Lisboa 1999
Rafael Lapesa et alii, Léxico hispánico primitivo (siglos VIII al XII), Real Academia Española, Madrid 2004
Bernard Auzanneau e Yves Avril, Dictionnaire Latin de Poche, Le livre de poche, Paris 2000


Sunday, March 01, 2009

Catálogo dos Itinerários de Antonino. 1

Resumo

Este post identifica de forma sistematizada e exaustiva os itinerários terrestres descritos em Itinerarium provinciarum Antonini Augusti, documento da Antiguidade romana vulgarmente conhecido por "Itinerário de Antonino" ou, mais propriamente, por "Itinerários de Antonino".

Faz parte de um projecto pessoal, de organizar os Itinerários numa base de dados relacional associada a um sistema de informação geográfico.

This post identifies in a systematic and exhaustive way the land itineraries described in Itinerarium provinciarum Antonini Augusti, a document from Roman Antiquity usually known as "Antonine Itinerary".

It is part of a personal project of organizing the "Itinerary" into a relational databese associated to a geographic information system.

Os Itinerários de Antonino são um roteiro de itinerários terrestre e navais, compilado entre 286 e 310 (Reed 1978) e escrito em Latim.

Os manuscritos conhecidos mais antigos são dos séc. VII e VIII e correspondem a cópias diferentes de um original perdido.

Sai fora do âmbito deste post expôr as teorias e a análise crítica sobre o significado e funções dos itinerários na época romana, que terão levado à feitura do roteiro.

Conceitos

Roteiro

Colecção/lista de itinerários.

Itinerário

Percurso entre uma origem e um destino, passando normalmente por pontos intermédios referenciados. Um itinerário efectua-se sobre uma estrada física mas é conceptualmente distinto desta. De facto, um itinerário corresponde a um plano de viagem por uma rede viária existente. Parte da rede pode ficar assim excluída de qualquer passagem enquanto outra parte pode ser percorrida em vários itinerários.

Um roteiro só reflecte integralmente uma rede viária quando é constituído por itinerários que percorrem exaustivamente essa rede, com ou sem redundância.

O rigor do ajustamento do percurso à estrada percorrida é proporcional ao número de pontos intermédios localizados e ao conhecimento independente dos eixos viários existentes.

Um itinerário de Antonino é formado pela mansio inicial e por um nº variável de etapas. A mansio da última etapa é a mansio final.

Mansio

Pl. mansiones. Em sentido geral são as povoações ou sítios de passagem dos itinerários, referidos no roteiro. Em sentido estrito são lugares com instalações de pernoita para viajantes oficiais do Estado romano. Alguns autores usam o termo estação viária como sinónimo ou substituto.

Mansio inicial

Ponto de origem do itinerário.

Mansio final

Ponto de destino do itinerário.

Mansio intermédia

Ponto de passagem intermédia do itinerário.

Etapa

Trajecto/percurso entre a mansio da etapa anterior e a mansio seguinte, no final da etapa corrente. O trajecto e a mansio final fazem parte da etapa.

Extensão/distância

Comprimento de uma etapa ou da soma das etapas de um itinerário. Distância entre duas mansiones. O valor das distâncias é definido nos Itinerários de Antonino em unidades de comprimento da época: milia passuum (milha romana), leuga (légua gaulesa) e stadium (estádio grego). Esses valores estão sujeitos a diversos tipos de erros de medição e de transmissão documental.

Distinguem-se habitualmente três medidas da distância entre duas mansiones: distância documental, distância ortodrómica e extensões de traçados viários concretos.

Subitinerário

Itinerário que é uma parcela de um itinerário maior. A concatenação de subitinerários sequenciais produz o itinerário maior.

Itinerário composto

Itinerário constituido por dois ou mais subitinerários.

Troço repetido

Parte de uma estrada percorrida em mais de um itinerário.

Traçado

Traçado geográfico do eixo da estrada por onde corre o itinerário. Pode ser uma interpolação linear, uma generalização geográfica ou uma implantação topográfica, segundo a escala, o rigor e a precisão.

Implantação geográfica

Localização geográfica das mansiones e do traçado das estradas. A localização das mansiones ou dos pontos medidos no itinerário pode não corresponder à localização da povoação que tem o mesmo nome.

A implantação geográfico dos Itinerários de Antoninos continua e continuará a ser uma questão em aberto, dependente da densidade e da precisão dos estudos subjacentes sobre a rede viária romana em toda a extensão do Império.

Organização da tabela

Linhas

A. Com fundo amarelo

Divisões geográficas do texto original. Dizem respeito aos itinerários das linhas seguintes

B. Restantes

Itinerários individuais. Podem ser de quatro tipos

1. Simples

2. Compostos

Constituídos por subitinerários nas linhas seguintes, cujos títulos (coluna 5) estão destacados relativamente ao título do itinerário composto respectivo.

São descritos nas notas (coluna 9)

3. Subitinerários sequenciais do itinerário composto anterior

Podem ser de quatro tipos:

S1 Explícitos no título e com linhas de subtítulo com distâncias parciais

S2 Explícitos no título pela preposição INDE

S3 Implícitos por partição de um itinerário: iniciam-se por uma etapa naval seguida de um subitinerário terrestre (it. 317.3)

S4 Implícitos por junção de dois itinerários consecutivos: o percurso do 2º continua o 1º e: ou o 2º se inicia por etapa marítima (it. 333.2) ou é o prolongamento de um subitinerário anterior (it. 256.1)

São descritos e enumerados nas notas (coluna 9).

4. Subitinerários alternativos do itinerário composto anterior

Podem ser de dois tipos:

A1 Mansio inicial distinta seguida por subitinerário comum. Cada Mansio inicial produz um subitinerário alternativo.

A2 Uma ou mais etapas intermédias alternativas, entre duas mansiones intermédias comuns. Cada troço alternativo produz um subitinerário correspondente.

São descritos nas notas (coluna 9).

Colunas

1. Nº de Wesseling

Identifica de forma única cada linha do texto original, fixado na edição de P. Wesseling (1735). Corresponde à combinação do nº da página do texto e do nº da linha do texto na página, na referida edição.

«Nº de Wesseling» = «nº página».«nº linha na página»

O nº de Wesseling é usado com dois sentidos na tabela:

- Para identificar cada itinerário a partir do nº da primeira linha do seu título ou, caso este seja omisso, da linha da 1ª mansio.

- Para identificar mansiones ou etapas específicas.

2. Nº de Löhberg

Nomenclatura desenvolvida por B. Löhberg (2006). Compõe-se de quatro níveis alfanuméricos.

3. Dioceses, províncias ou grupos de províncias romanas atravessadas pelos itinerários.

Referentes às reformas de Diocleciano e Constantino, segundo Laterculus Veronensis (303-324 n.e.).

Implantação geográfica de Talbert (2000), p. 101.

AF

Africa e Mauritania Tingitana

OF

Oriente africano (Aegiptus e Cyrenaica)

OA

Oriente asiático (Médio Oriente)

PO

Pontus

AS

Asia

TR

Thracia

MO

Moesia

PA

Pannonia

IT

Italia

SA, CO, SI

Ilhas italianas (Sicilia, Corsica, Sardinia)

VI

Viennense

GA

Gallia

BR

Britannia

HI

Hispania, excepto Mauritania Tingitana

Nota: Na versão corrente está coluna está incompleta!

4. Meio de transporte

T Terrestre

N Naval. Descritos nas notas (coluna 9)

M Misto, com uma etapa naval. Descritos nas notas (coluna 9)

5. Título original latino do itinerário

Entre [] partes reconstituídas, omissas no texto.

Subitinerários em coluna destacada sob os itinerários compostos respectivos (ver acima linhas).

6-7. Nomes-padrão das mansiones inicial e final do itinerário

Segundo Talbert 2000 e Löhberg 2006

6.

7.

8. Extensão do itinerário no texto original.

Valores não corrigidos, em milhas romanas (milia passuum = m.p). 1 Milha = 1481.5 m

Certos itinerários gauleses têm etapas medidas em leugae (leuga = le.). 1 Légua gaulesa = 1.5 m.p.

As etapas navais são medidas em stadia (stadium = st.). 1 Estádio = 0.125 m.p.

Estes casos são referidos nas notas (coluna 9) e convertidos em m.p.

9. Notas

Não incluem a identificação sistemática de troços partilhados por mais de um itinerário.


Bibliografia

Petrus Wesseling, Vetera Romanorum Itineraria, sive Antonini Augusti Itinerarium, Itinerarium Hierosolymitanum, et Hieroclis Grammatici Synecdemus, Amsterdam 1735

Otto Cuntz (ed.), Itineraria Romana. Vol. I: Itineraria Antonini Augusti et Burdigalense, Stuttgart 1929 (1990)

R. J .A. Talbert (ed.), Barrington Atlas of the Greek and Roman World ,Princeton and Oxford 2000

Bernd Löhberg, Das "Itinerarium provinciarum Antonini Augusti". Ein kaiserzeitliches Straβenverzeichnis des Römischen Reiches. Überlieferung, Strecken, Kommentare, Karten, 2 vols., Berlin 2006

Denis van Berchem, "La annona militar en el Imperio Romano en el siglo III" in Anexos de El Miliario Extravagante, 4 (Dec. 2002), pp. 3-30

Denis van Berchem, "Los itinerarios de Caracalla y el Itinerario Antonino" in Anexos de El Miliario Extravagante, 4 (Dec. 2002), pp. 31-39

Nicholas Reed, "Pattern and Purpose in the Antonine Itinerary" in The American Journal of Philology, Vol. 99, No. 2 (Summer, 1978), pp.228-254

Raymond Chevallier, Les voies romaines, Paris 1997

Pierre Herrmann, Itinéraires des voies romaines de l'Antiquité au Moyen Âge, Paris 2007

Catálogo dos Itinerários de Antonino. 2

Tabela (1ª parte)

Nº do Itinerário

Dioceses

Meio

Título original do Itinerário

Mansio inicial

Mansio Final

m.p.

Notas

Wesseling

Löhberg

1

2

3

4

5

6

7

8

9

002.1

(1) PROVINCIAE AFRICAE

002.2

I

AF

M

A Tingi Mauretania, id est ubi Bacuates et Macenites barbari marantur, per maritima loca Cartaginem usque

Mercurii

Karthago

1687

Inicia-se em Mercurios e não em Tingi.

Itinerário composto explícito por subtítulos com distâncias parciais.

.

006.3

I.1

AF

T

Ab Exploratione, quod Mercurios dicitur Tingi usque

Mercurii

Tingis

174

1º subitinerário em subtítulo (3.2 e 4.1)

009.1

I.2

AF

M

[A Tingi Rusadder]

Tingis

Rusaddir

318

2º subitinerário em subtítulo (4.2)

Entre Tingi e Portus Divinos (013.7) há um troço naval directo e alternativo, sendo o seu comprimento omisso no texto: A Tingi litoribus navigatur usque ad Portus Divinos (009.1)

011.4

I.3

AF

T

[A Rusadder Caesarea Mauritanie]

Rusaddir

Caesarea

454

3º subitinerário em subtítulo (5.1)

015.2

I.4

AF

T

[A Caesarea Mauritanie Saldis]

Caesarea

Saldae

218

4º subitinerário em subtítulo (5.2)

017.3

I.5

AF

T

[A Saldis Rusiccade]

Saldae

Rusicade

228

5º subitinerário em subtítulo (5.3)

019.2

I.6

AF

T

[A Rusiccade Hippone Regio]

Rusicade

Hippo Regius

115

6º subitinerário em subtítulo (6.1)

020.3

I.7

AF

T

[Ab Hippone Regio Cartagine]

Hippo Regius

Karthago

194

7º subitinerário em subtítulo (6.2)

023.1

I.A.a

AF

T

Item ab Tocolosida Tingi

Tocolosida

Tingis

148

024.6

I.B

AF

T

A Cartagine Cirta, Sitifili, Caesarea

Karthago

Caesarea

750

Itinerário composto explícito por subtítulos com distâncias parciais.

024.6

I.B.1

AF

T

[A Cartagine Cirta]

Karthago

Cirta

332

1º subitinerário em subtítulo (24.6)

028.3

I.B.2

AF

T

[A Cirta Sitifi]

Cirta

Sitifis

100

2º subitinerário em subtítulo (24.7)

029.3

AF

T

[A Sitifi Caesarea]

Sitifis

Caesarea

318

3º subitinerário em subtítulo (24.8)

031.6

I.A.b

AF

T

Item a Sitifi Saldas

Sitifis

Saldis

79

032.4

I.B.a

AF

T

Item a Lambese Sitifi

Lambaesis

Sitifis

102

033.2

I.B.b

AF

T

Item a Theveste per Lambesem Sitifi

Thevessa

Sitifis

212

034.7

I.B.c

AF

T

Item a Turres Caesaris Cirta

Turris Caesaris

Cirta

40

035.2

I.B.b.α

AF

T

Item a Tamugadi Lamasba

Tamugadi

Lamasba

62

035.6

I.B.d

AF

T

Item a Lamasba Sitifi

Lamasba

Sitifis

62

036.3

I.B.3

AF

T

Item a Calama Rusuccurru

Calama

Rusuccuru

394

039.2

I.B.4

AF

T

Item Rusuccuro Saldis

Rusuccuru

Saldae

97

039.7

I.B.5

AF

T

Item a Saldis Igilgili

Saldae

Igilgili

159

040.6

I.B.e

AF

T

Item a Lambese Cirta

Lambaesis

Cirta

84

041.3

I.B.6

AF

T

Item a Musti Cirta

Musti

Cirta

199

042.4

I.A.c

AF

T

Item a Cirta Hippone Regio

Cirta

Hippo Regius

94

042.8

I.B.7

AF

T

Item ab Hippone Regio Cartagine

Hippo Regius

Karthago

218

044.4

I.B.8

AF

T

Item alio itinere ab Hippone Regio Cartagine

Hippo Regius

Karthago

228

046.2

II.A.a

AF

T

Item a Thenis Teveste

Thenae

Thevessa

175

047.3

II.B.1

AF

T

Item ab Aquis Regis Sufibus

Aquae Regis

Sufes

43

047.6

II.A.b

AF

T

Item ab Assuras Thenas

Assurae

Thenae

192

048.9

II.A.c

AF

T

Item a Tuburbo per Valos Tacapas

Tuburbo Minus

Tacapae

308

050.5

I.A.d

AF

T

Item a Cartagine in Bizancio Sufetula usque

Karthago

Sufetula

172

052.1

II.1

II.A.d

AF

T

Item a Cartagine per Adrumetum Sufetula usque

Karthago

Sufetula

210

053.5

II.A.e

AF

T

Item a Thusdro Teveste

Thusdrus

Thevessa

195

054.8

II.A.f

AF

T

Item alio itinere Theveste Tusdro

Thevessa

185

055.6

II.A.g

AF

T

Item a Sufibus Adrumetu

Sufes

Hadrumetum

108

055.11

II.A.h

AF

T

Item a Sufetula Clipea

Sufetula

Clipea

216

057.2

II.A.i

AF

T

Item a Cartagine Clipeis

Karthago

Clipea

85

057.7

II

AF

T

Item a Cartagine Thenis inde Lepti Magna in Alexandria

Karthago

Alexandria

1544

Itinerário composto explícito por subtítulos com distâncias parciais

058.1

II.1

AF

T

A Cartagine Thenis

Karthago

Thenae

217

1º subitinerário em subtítulo (57.7)

059.3

II.2

AF

T

A Thenis Lepti Magna

Thenae

Lepcis Magna/

Leptis Magna

422

2º subitinerário em subtítulo (57.8)

063.1

II.3

T

A Lepti Magna Alexandria

Lepcis Magna/

Leptis Magna

Alexandria

1221

3º subitinerário em subtítulo (57.9)

070.2

II.A.j

T

Item alio itinere ab Ptholomaida in Alexandria

Ptolemais

Alexandria

589

073.4

III

AF

T

Item iter quod limitem Tripolitanum per turrem Tamalleni aTacapas Lepti Magna

Tacapae

Lepcis Magna/

Leptis Magna

605

077.4

II.A.k

AF

T

Item a Thelepte Tacapas

Thelepte

Tacapae

152

078.4

(2) SARDINIA

078.5

IV.A.1

SA

T

A Portu Tibulas Caralis

Portus Tibula

CanaIes

246

080.8

IV.A.2

SA

T

Alio itinere ab Ulbia Caralis

Olbia

CanaIes

172

081.5

IV.A.3

SA

T

A Tibulas Caralis

Portus Tibula

CanaIes

213

082.8

IV.A.1.a

SA

T

A Portu Tibulas per conpendium Ulbia

Portus Tibula

Olbia

16

083.1

IV.A.4

SA

T

Item a Tibulas Sulcis

Portus Tibula

Sulci

260

084.7

IV.A.5.1

SA

T

Item a Sulcis Nura

Sulci

Nora

69

085.3

IV.A.5.2

SA

T

A Caralis Nura

CanaIes

Nora

22

085.4

(3) CORSICAE

085.5

IV.B.1

CO

T

A Mariana Palmas

Mariana

Palla

126

086.2

(4) SICILIAE

086.3

IV.C.1

SI

T

A Traiecto Lilybeo

Traiectum

Lilybeum

257

089.3

IV.C.2

SI

T

Alio itinere Lilybeo Messana

Lilybeum

Messana/

Zancle

336

090.5

IV.C.3.1

SI

T

A Messana Tindaride

Messana/

Zancle

Tyndaris

36

090.6

IV.C.3.2

SI

T

Item a Lilybeo per maritima loca Tindaride usque

Lilybeum

Tyndaris

208

093.2

IV.C.4

SI

T

Item a Thermis Catina

Thermae Himeraeae

Catana

91

094.2

IV.C.1.a

SI

T

Item a Catina Αgrιgentum mansionibus nunc institutis

Catana

Agrigentum/

Akragas

92

095.2

IV.C.5

SI

T

Item ab Agrigentum per maritima loca Siracusas

Agrigentum/

Akragas

Syracusae

137

096.5

IV.C.6

SI

T

Item ab Agrigento Lilybeo

Agrigentum/

Akragas

Lilybeum

175

097.7

IV.C.7

SI

N?

Ab Yccaris maritima

Hyccara

Drepanum

45

Devia ser Ab Yccaris Dreapanis per loca maritima

098.2

(5) ITALIAE

098.3

V.A.1

IT

T

Iter quod a Mediolanum per Picenum et Campaniam ad Columnam id est traiectum Siciliae

Mediolanum

Columna Regia

916

106.5

V.A.2

IT

T

Item ab Urbe recto itinere ad Columnam

Roma

Columna Regia

455

Via Appia (106.4)

111.6

V.A.2.a

IT

T

A Capua Benevento

Capua

Beneventum

33

111.7

V.A.2.b

IT

T

Item a Capua Equo Tutico ubi Campania limitem habet

Capua

Ad Aequum Tuticum

53

112.3

V.A.3

IT

T

Ad Equo Tutico per Roscianum Regio

Ad Aequum Tuticum

Regium

478

115.7

V.A.4

IT

T

Item ab Equo Tutico Hydrunto ad Traiectum

Ad Aequum Tuticum

Hydruntum

235

119.1

V.A.4.a

IT

T

A Brundisio Tarentum ad latus

Brundisium

Tarentum

44

119.2

V.A.4.b

IT

T

A Varis per conpendium Tarentum

Barium

Tarentum

60

120.1

V.A.5

IT

T

Benevento Tarentum

Beneventum

Tarentum

157

121.8

V.B.1

IT

T

A Terracina Benevento

Tarracina

Beneventum

113

122.4

V.A.2.c

IT

T

Item a Terracina Neapolim

Tarracina

Neapolis

87

123.3

V.A.2.d

IT

T

A Neapoli Nuceria Constantia

Neapolis

Nuceria

31

123.4

V.A.2.e

IT

T

A Litirno Miseno

Liternum

Misenum

12

123.8

V.F

IT

T

Ab Urbe Mediolano inde Aquileia inde Sirmium inde Nicomedia inde Antiocia inde Alexandria inde in Aegypto Hiera Sicaminos usque

Roma

Hierasycaminos

4196

Itinerário composto explícito com subtítulos com distâncias parciais.

Com duas variantes entre Arimino e Aquileia, em que apenas uma passa por Mediolanum.

124.8

V.F.1

IT

T

Ab Urbe Mediolano

Roma

Mediolanum

433